
Em sua primeira entrevista como Ministro da Educação, dada ao Estadão, Camilo Santana deixou explícita uma das principais prioridades do novo governo: a universalização da educação integral na educação básica. “A maior política de prevenção à violência é implementar a escola em tempo integral em todos os níveis”, disse ele.
A declaração é vista com bons olhos para quem sabe a importância da educação integral e o seu potencial para melhorar a qualidade da educação. A proposta tampouco é nova e está inclusive na meta 6 do Plano Nacional Educação – PNE (Lei n° 13.005/2014):
PNE – Meta 6
“Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos(as) alunos(as) da educação básica.”
Mas da intencionalidade à ação são necessários muitos passos. Antes de tudo, é preciso entender de que educação integral estamos falando, como bem colocam Anna Helena Altenfelder, Romualdo Portela e Maria Amabile Mansutti, representantes do Cenpec, em artigo de opinião publicado no Correio Braziliense no dia 25 de janeiro:
Um ponto de partida fundamental para isso é que todo mundo esteja na mesma página quando o assunto é educação integral. Isso porque existem compreensões muito diversas sobre o assunto e algumas delas acabam por assumir uma visão reducionista, como ser entendida como mero sinônimo de aumento do tempo de jornada na escola”.
Anna Helena Altenfelder, Romualdo Portela e Maria Amabile Mansutti em artigo no estadão
Olhar as(os) estudantes em sua integralidade, reconhecer seus saberes e interesses, as potências de seu território, e articular as ações com outros setores são outros pontos levantados pelas(o) representantes do Cenpec no artigo.
